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MG Cyberster no Brasil: review do roadster elétrico de 510 cv, preço e autonomia

Review do MG Cyberster no Brasil: preço de outubro de 2026, 510 cv, 342 km de autonomia Inmetro, bateria de 77 kWh, portas tesoura, porta-malas, garantia, prós, contras e para quem ele faz sentido.

Thiago Felizola Freires

Thiago Felizola Freires

Autor

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Publicado pela Recarregados, com as fontes listadas no fim do texto. Como produzimos e corrigimos.

Especificações: referência de . Preços: referência de . Confira a versão e a data de cada fonte. Uma revisão editorial não representa uma nova cotação nem teste de pista próprio.

MG Cyberster prata em avenida à beira-mar em Florianópolis, imagem gerada com IA a partir de foto real
Imagem gerada com IA a partir de foto real do MG Cyberster. Foto original: Calreyn88, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Resumo rápido — AWD 77 kWh

Anda só com a bateria e é carregado na tomada ou em eletroposto. Não usa combustível.

Tipo
100% elétrico (BEV)
Preço
a partir de R$ 529.800 (outubro de 2026)
Autonomia oficial
342 km (Inmetro/PBEV)
Bateria
77 kWh
Potência
510 cv
Recarga rápida
até 150 kW
Porta-malas
249 litros
Nota Recarregados
7,4/10

Sobre o preço: site da MG Motor Brasil, MY 26/27 (out/2026); R$ 499.800 no lançamento.

O MG Cyberster vale a pena para quem quer um conversível esportivo diferente, rápido e elétrico, e aceita um carro de dois lugares com uso limitado no dia a dia. Em outubro de 2026, custa R$ 529.800, tem 510 cv e 342 km de autonomia pelo Inmetro. É carro de lazer para quem já tem outro veículo para a rotina.

O Cyberster é um carro 100% elétrico: anda só com a bateria, carrega na tomada ou em eletroposto e não usa combustível. Para comparar com outros modelos, veja todos os carros elétricos e híbridos à venda no Brasil.

Este review é uma análise editorial com a ficha técnica oficial da MG, a tabela PBEV do Inmetro e testes publicados pela imprensa. Não é um teste próprio.

Veredito rápido

O Cyberster é um roadster, ou seja, um conversível de dois lugares, com capota de lona elétrica e portas tesoura que abrem para cima. Acelera de 0 a 100 km/h em 3,2 s segundo a MG, com tração integral e 510 cv. Os testes publicados elogiam o desempenho e o visual e criticam o barulho de vento com a capota aberta e a interface das telas. É um carro de emoção, não de razão, e chega por um preço que encosta em esportivos de marcas tradicionais.

Nota Recarregados: 7,4/10

Ficha rápida do MG Cyberster

ItemDados
TipoConversível (roadster) 100% elétrico, 2 lugares, tração integral
Versão e preçoCyberster AWD 77 kWh: R$ 529.800 (outubro de 2026); R$ 499.800 no lançamento, no fim de 2025
MotoresDianteiro 150 kW e traseiro 250 kW
Potência e torque510 cv e 73,9 kgfm (725 Nm) combinados
0 a 100 km/h3,2 s (fábrica); 3,5 s medidos pela Quatro Rodas; 3,8 s medidos pelo Instituto Mauá
Velocidade máxima200 km/h
Bateria77,0 kWh nominais, 74,4 kWh úteis (química NCM, segundo a Quatro Rodas)
Autonomia Inmetro342 km (WLTP: 443 km)
RecargaAC até 11 kW; DC até 150 kW, 10% a 80% em 38 minutos
Porta-malas249 litros
Dimensões4,535 m de comprimento, 1,913 m de largura, 1,329 m de altura, 2,69 m de entre-eixos
Peso1.985 kg em ordem de marcha
Garantia7 anos ou 150 mil km (uso particular); bateria 8 anos ou 160 mil km

O que ele é na prática

O Cyberster é um carro para passeio. Tem dois lugares, capota de lona com acionamento elétrico em 15 segundos, segundo a MG, e portas tesoura elétricas que chamam atenção por onde passam.

Na cidade, ele roda com suavidade. A Folha, que testou o carro com o Instituto Mauá de Tecnologia, achou o Cyberster mais confortável que esportivos alemães a combustão. Mas as portas tesoura são lentas e, segundo a mesma avaliação, ajudam mais no show do que no uso.

Na estrada, o desempenho impressiona: são 510 cv e tração integral. A Quatro Rodas destacou o peso bem distribuído entre os eixos e a pouca rolagem da carroceria, embora tenha achado a direção pouco comunicativa.

O ponto fraco é o vento. Acima de 80 km/h com a capota aberta, a Quatro Rodas relatou muito barulho nas laterais, sem defletor que resolva. Para viajar, a revista recomenda a capota fechada.

O carro também simula ronco de motor a combustão pelos alto-falantes, se você quiser. O sistema de som é Bose, com 8 alto-falantes, segundo a MG.

Autonomia e recarga

Primeiro, os termos. kWh é o tamanho do "tanque" de energia: o Cyberster tem 77 kWh nominais. kW é a velocidade de recarga. Inmetro/PBEV é a medição oficial brasileira, mais conservadora que o ciclo europeu WLTP.

Autonomia. O Inmetro registra 342 km. A ficha da MG cita 443 km no WLTP. No teste da Folha com o Instituto Mauá, o carro projetou 397 km na cidade e 333 km na estrada.

Consumo medido. A Quatro Rodas registrou 6,1 km/kWh no uso urbano e 5,4 km/kWh na estrada. Ou seja, cada kWh rende cerca de 5 a 6 km.

Recarga. Em carregador rápido DC de até 150 kW, vai de 10% a 80% em 38 minutos, segundo a MG. Em casa, aceita até 11 kW em corrente alternada (AC). Como é um carro de lazer, uma wallbox comum resolve a maior parte do uso. Veja pontos de recarga no mapa de eletropostos.

Quanto custa. Uma carga completa equivale a cerca de 74,4 kWh úteis na conta de luz. Multiplique pela sua tarifa para ter o custo de rodar os 342 km do Inmetro. A conta completa está em quanto custa carregar um carro elétrico.

Espaço, conforto e tecnologia

O porta-malas tem 249 litros e fica separado do espaço da capota, então não perde volume quando o teto está aberto. A Quatro Rodas considerou o volume pequeno, mas adequado para a proposta.

A cabine cerca o motorista com três telas à frente, mais uma tela de 7 polegadas no console para ar-condicionado e assistentes. A Quatro Rodas achou a interface mais rápida que a do MG4. Já a Folha relatou que o sistema não conseguiu parear com smartphones durante a avaliação.

De série, há bancos com aquecimento e ajuste elétrico com memória, freios Brembo, rodas de 20 polegadas, função V2L (que alimenta aparelhos externos com a bateria do carro) e assistentes como frenagem autônoma, monitor de ponto cego e assistente de faixa, segundo a ficha da MG.

Rede e pós-venda

A MG voltou ao Brasil com operação própria da SAIC em novembro de 2025. A página de concessionárias da marca listava 40 unidades em outubro de 2026, algumas marcadas como "em breve". Antes de comprar, confirme se há loja e oficina preparada na sua região, já que um esportivo de nicho depende de peças importadas.

Prós

  • Desempenho de superesportivo: 0 a 100 km/h entre 3,2 s (fábrica) e 3,8 s (medição do Instituto Mauá).
  • Visual marcante, com portas tesoura e capota de lona elétrica.
  • Recarga DC de 150 kW e AC de 11 kW.
  • Porta-malas de 249 litros que não é invadido pela capota.
  • Garantia de 7 anos para o carro e 8 anos para a bateria.
  • Mais confortável que esportivos a combustão no uso diário, segundo a Folha.

Contras

  • Preço subiu de R$ 499.800 no lançamento para R$ 529.800 em outubro de 2026.
  • Só dois lugares e uso limitado como único carro da casa.
  • Barulho de vento forte com a capota aberta acima de 80 km/h, segundo a Quatro Rodas.
  • Interface das telas com falhas de pareamento relatadas no teste da Folha.
  • Autonomia Inmetro de 342 km limita viagens longas sem parada.
  • Marca recém-chegada, com rede ainda em expansão.

Concorrentes

Não há outro conversível elétrico à venda no Brasil com essa proposta. Os rivais são esportivos elétricos de quatro portas ou cupês:

  • BMW i4: sedã-cupê elétrico com proposta esportiva e marca tradicional.
  • Porsche Taycan usado: o esportivo elétrico de referência, mais acessível no mercado de usados.
  • Zeekr 001: perua esportiva elétrica de alto desempenho.
  • Denza Z9 GT: grã-turismo de luxo eletrificado.
  • MG4 XPower: o atalho mais barato para 435 cv dentro da própria MG.

Veredito

O MG Cyberster é um carro de desejo: rápido, bonito e diferente de tudo no mercado brasileiro. Como compra racional, perde pontos pelo preço de R$ 529.800, pelos dois lugares e pelos defeitos de interface e ruído apontados nos testes. Faz sentido para quem quer um segundo carro de lazer elétrico e valoriza exclusividade. Veja anúncios de esportivos elétricos no Recarregados.

Fontes consultadas

À venda: MG Cyberster

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Perguntas frequentes

Quanto custa o MG Cyberster no Brasil?

Em outubro de 2026, o site da MG Motor Brasil informa o Cyberster por R$ 529.800, em versão única AWD de 77 kWh, para unidades ano-modelo 2026/2027. No lançamento, no fim de 2025, ele custava R$ 499.800 e o primeiro lote de 50 unidades esgotou em cerca de duas semanas.

Qual a autonomia do MG Cyberster?

A autonomia oficial pelo Inmetro é de 342 km, e a ficha da MG cita 443 km no ciclo europeu WLTP. No teste da Folha com o Instituto Mauá de Tecnologia, publicado em fevereiro de 2026, o Cyberster rodou o equivalente a 397 km no uso urbano e 333 km na estrada.

O MG Cyberster é rápido de verdade?

Sim. A MG declara 510 cv e 0 a 100 km/h em 3,2 segundos. Nas medições publicadas, a Quatro Rodas registrou 3,5 segundos e o Instituto Mauá, para a Folha, registrou 3,8 segundos, números de esportivo de alto desempenho.

O MG Cyberster tem porta-malas?

Tem, com 249 litros, segundo a ficha técnica da MG. A capota de lona se recolhe sem invadir esse espaço, como observou a Quatro Rodas. Cabe bagagem de fim de semana para duas pessoas, mas não malas grandes.

Qual a garantia do MG Cyberster?

A MG oferece 7 anos ou 150 mil km para o carro em uso particular (3 anos ou 150 mil km em uso comercial) e 8 anos ou 160 mil km para a bateria, o que ocorrer primeiro, segundo a ficha técnica oficial consultada em outubro de 2026.

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