Quanto custa carregar carro elétrico em 2026? Fórmula, tabelas e custo por mês
Quanto custa carregar carro elétrico em casa e em eletroposto em 2026: fórmula do custo por km, tarifa residencial com tributos, custo por 100 km e por mês de cinco elétricos populares, comparação com gasolina e etanol, tarifa branca e energia solar.

Thiago Felizola Freires
Autor

Carregar um carro elétrico em casa custa, em setembro de 2026, entre R$ 11 e R$ 18 a cada 100 km nos elétricos compactos populares, considerando energia residencial de R$ 1,00 a R$ 1,30 por kWh com tributos. Rodando 1.000 km por mês, isso dá de R$ 108 a R$ 184. Em eletroposto, ao preço mediano de R$ 2,00/kWh, o gasto dobra.
A diferença entre esses extremos depende de três coisas: o consumo do carro, a tarifa da sua distribuidora e onde você carrega. A boa notícia é que a conta é simples e você consegue fazer com a sua fatura de luz na mão.
Como calcular quanto custa carregar um carro elétrico?
A fórmula que resolve 90% das dúvidas é esta:
Custo por 100 km = consumo do carro (kWh/100 km) × preço do kWh (R$/kWh)
Custo por mês = custo por 100 km × (km rodados no mês ÷ 100)
O consumo oficial está na tabela PBEV do Inmetro, que informa o consumo energético dos elétricos em MJ/km. Para converter, divida por 3,6 e multiplique por 100.
Exemplo com o BYD Dolphin Mini, versão GS:
- Consumo na tabela PBEV 2026: 0,41 MJ/km.
- Conversão: 0,41 ÷ 3,6 × 100 = 11,4 kWh/100 km.
- Com energia a R$ 1,00/kWh: 11,4 × 1,00 = R$ 11,39 a cada 100 km, ou pouco mais de R$ 0,11 por km.
- Rodando 1.000 km no mês: cerca de R$ 114. Com 1.500 km: cerca de R$ 171.
Se o seu carro mostra o consumo no painel em kWh/100 km, use esse número, que reflete o seu jeito de dirigir. Na estrada, com ar-condicionado forte e velocidade alta, o consumo sobe. Por isso, vale deixar uma margem de segurança de 10% a 20% no orçamento.
Para saber quanto custa "encher o tanque", multiplique a capacidade da bateria pelo preço do kWh. Os 38 kWh do Dolphin Mini custam cerca de R$ 38 a R$ 1,00/kWh, mais as perdas da conversão durante a recarga.
Quanto custa o kWh residencial em 2026?
O preço que interessa é o kWh com tributos, o que você realmente paga. Ele é formado por:
- Tarifa homologada pela ANEEL (energia + uso da rede, chamadas TE e TUSD).
- Bandeira tarifária: em setembro de 2026 vale a bandeira amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh.
- ICMS, que varia por estado e às vezes por faixa de consumo, e PIS/Cofins, que variam mês a mês.
Para ter uma referência nacional: o boletim InfoTarifas da ANEEL, divulgado em setembro de 2026, aponta tarifa residencial média de R$ 998/MWh antes dos tributos, ou cerca de R$ 1,00/kWh. A mesma edição projeta alta média de 9,4% nas tarifas em 2026. Mas o valor muda muito de uma distribuidora para outra. Veja três exemplos com dados das próprias concessionárias:
| Distribuidora (área) | Tarifa residencial sem tributos | Com ICMS e PIS/Cofins | Observação |
|---|---|---|---|
| Enel SP (capital e Grande São Paulo) | R$ 0,789/kWh | cerca de R$ 1,01 a R$ 1,04/kWh (estimativa) | ICMS de 18% acima de 200 kWh/mês e PIS/Cofins de 4,9% (referência de janeiro de 2026); tarifa válida desde 04/07/2026 |
| Light (Rio de Janeiro) | R$ 0,948/kWh | R$ 1,23/kWh (51 a 300 kWh) e R$ 1,33/kWh (acima de 300 kWh) | Valores publicados pela Light para setembro de 2026 |
| Cemig (Minas Gerais) | R$ 0,903/kWh (verde) e R$ 0,922/kWh (amarela) | depende do ICMS aplicado à sua faixa | Tarifa em vigor desde 28/05/2026 |
Fontes: Enel SP, tarifa residencial e tributos; Light, tarifas de baixa tensão; Cemig, tarifas vigentes. Valores consultados em setembro de 2026. A estimativa da Enel SP é nossa, aplicando o ICMS e o PIS/Cofins informados pela distribuidora.
Dois detalhes pesam na conta de quem compra um elétrico:
- O carro aumenta o consumo da casa. Rodando de 1.000 a 1.500 km por mês, um elétrico compacto soma algo entre 110 e 210 kWh na fatura. Em São Paulo, isso tende a colocar a casa na faixa de ICMS de 18%. No Rio, passar de 300 kWh leva o kWh da Light para R$ 1,33.
- O jeito mais honesto de achar o seu preço é pegar a última fatura, subtrair a contribuição de iluminação pública e dividir o total pelos kWh consumidos. Esse é o número que deve entrar na fórmula.
Quanto custa carregar os elétricos mais populares?
A tabela usa o consumo oficial da tabela PBEV 2026 do Inmetro, atualizada em agosto de 2026, convertido para kWh/100 km. Consideramos dois preços para recarga em casa, R$ 1,00/kWh (próximo do que paga um cliente da Enel SP com tributos) e R$ 1,30/kWh (próximo da faixa mais cara da Light), e o preço mediano dos eletropostos pagos. Se a sua tarifa for diferente, use o seu número na fórmula.
| Modelo | Consumo Inmetro | Casa a R$ 1,00/kWh | Casa a R$ 1,30/kWh | Eletroposto a R$ 2,00/kWh |
|---|---|---|---|---|
| Geely EX2 | 10,8 kWh/100 km | R$ 10,83 | R$ 14,08 | R$ 21,67 |
| BYD Dolphin Mini GS | 11,4 kWh/100 km | R$ 11,39 | R$ 14,81 | R$ 22,78 |
| BYD Dolphin GS | 11,7 kWh/100 km | R$ 11,67 | R$ 15,17 | R$ 23,33 |
| GWM Ora 03 BEV58 | 14,2 kWh/100 km | R$ 14,17 | R$ 18,42 | R$ 28,33 |
| BYD Yuan Pro GS | 14,2 kWh/100 km | R$ 14,17 | R$ 18,42 | R$ 28,33 |
Custo a cada 100 km. Consumo PBEV: EX2 0,39 MJ/km; Dolphin Mini 0,41; Dolphin GS 0,42; Ora 03 e Yuan Pro 0,51.
E o gasto por mês, com recarga em casa a R$ 1,00/kWh ou em eletroposto a R$ 2,00/kWh:
| Modelo | 1.000 km em casa | 1.500 km em casa | 1.000 km em eletroposto | 1.500 km em eletroposto |
|---|---|---|---|---|
| Geely EX2 | R$ 108 | R$ 162 | R$ 217 | R$ 325 |
| BYD Dolphin Mini GS | R$ 114 | R$ 171 | R$ 228 | R$ 342 |
| BYD Dolphin GS | R$ 117 | R$ 175 | R$ 233 | R$ 350 |
| GWM Ora 03 BEV58 | R$ 142 | R$ 212 | R$ 283 | R$ 425 |
| BYD Yuan Pro GS | R$ 142 | R$ 212 | R$ 283 | R$ 425 |
Se a sua energia custa R$ 1,30/kWh, some 30% às colunas "em casa". Um Yuan Pro rodando 1.500 km, por exemplo, passa de R$ 212 para cerca de R$ 276 por mês.
Na prática, a maior diferença não está entre um modelo e outro. Está entre carregar em casa e depender de eletroposto. Quem não tem garagem com tomada paga o dobro pela mesma energia.
Carro elétrico gasta menos que gasolina e etanol?
Sim, e com folga. Para comparar de forma justa, usamos os preços médios da síntese semanal da ANP da semana de 13 a 19 de setembro de 2026 (gasolina comum a R$ 6,54/litro e etanol a R$ 4,08/litro) e o consumo combinado de carros flex populares na mesma tabela PBEV 2026.
| Carro | Combustível e consumo PBEV | Custo a cada 100 km | 1.000 km por mês | 1.500 km por mês |
|---|---|---|---|---|
| Hyundai HB20 1.0 aspirado | Gasolina, 14,2 km/l | R$ 46,06 | R$ 461 | R$ 691 |
| Hyundai HB20 1.0 aspirado | Etanol, 10,2 km/l | R$ 40,00 | R$ 400 | R$ 600 |
| Chevrolet Onix 1.0 turbo automático | Gasolina, 13,4 km/l | R$ 48,81 | R$ 488 | R$ 732 |
| Hyundai Creta 1.0 turbo | Gasolina, 12,3 km/l | R$ 53,17 | R$ 532 | R$ 798 |
| BYD Dolphin Mini GS (em casa) | Energia a R$ 1,00/kWh | R$ 11,39 | R$ 114 | R$ 171 |
| BYD Yuan Pro GS (em casa) | Energia a R$ 1,00/kWh | R$ 14,17 | R$ 142 | R$ 212 |
| BYD Dolphin Mini GS (eletroposto) | Energia a R$ 2,00/kWh | R$ 22,78 | R$ 228 | R$ 342 |
Três leituras importantes:
- Carregando em casa, o elétrico gasta cerca de um quarto do que um compacto flex gasta com gasolina. Um Dolphin Mini rodando 1.000 km por mês economiza perto de R$ 347 em relação a um HB20 1.0 a gasolina, mais de R$ 4.100 por ano.
- Mesmo no eletroposto, o elétrico continua mais barato. O Dolphin Mini só empataria com o HB20 a gasolina se o kWh custasse cerca de R$ 4,04. O Yuan Pro empataria com o Creta a gasolina com o kWh perto de R$ 3,75. Praticamente todos os preços informados nos eletropostos brasileiros ficam bem abaixo disso.
- O etanol diminui a diferença, mas não inverte. Com o litro a R$ 4,08, o HB20 gasta R$ 400 a cada 1.000 km, ainda três vezes e meia o custo do Dolphin Mini carregado em casa.
Lembre que energia é só uma parte da conta. Seguro, IPVA, manutenção, pneus e desvalorização mudam o resultado final. Fizemos essa análise completa no guia de custo total de propriedade do carro elétrico.
Quanto custa carregar em eletroposto?
Segundo o mapeamento de eletropostos da Recarregados (setembro de 2026, com base no Open Charge Map e em contribuições da comunidade), o preço mediano informado em eletropostos pagos é de R$ 2,00/kWh. São 390 pontos com preço publicado, e oito em cada dez cobram entre R$ 1,60 e R$ 2,50 por kWh. Nos pontos com recarga rápida DC, a mediana fica em R$ 2,07/kWh.
O mapeamento reúne 1.407 eletropostos em 532 cidades de 25 estados, e cerca de 980 deles têm recarga rápida DC. Com esses números, dá para estimar uma parada típica:
- BYD Dolphin Mini (38 kWh), de 30% a 80%: cerca de 19 kWh, ou perto de R$ 38 a R$ 2,00/kWh.
- BYD Yuan Pro (45,1 kWh), de 20% a 80%: cerca de 27 kWh, ou perto de R$ 54.
Antes de parar, confira três coisas no aplicativo da rede ou na lista da cidade, como a de eletropostos em São Paulo:
- Forma de cobrança. A maioria cobra por kWh, mas há operadores que cobram por minuto, taxa de conexão ou taxa de ocupação depois que a recarga termina.
- Potência real. Um carregador de 60 kW não entrega 60 kW o tempo todo. Perto de 80%, o carro reduz a potência, e cada minuto passa a render menos energia.
- Conector. Se o seu carro usa CCS2, Tipo 2, CHAdeMO ou GB/T, confira a compatibilidade antes. Explicamos cada padrão no guia de tipos de conectores de carro elétrico.
Há pontos gratuitos em shoppings, hotéis, supermercados e concessionárias, mas eles são minoria e muitos passaram a cobrar via aplicativo. Para viagens, o planejador de viagem da Recarregados mostra as paradas de recarga no caminho.
Tarifa branca compensa para quem tem carro elétrico?
A tarifa branca é uma modalidade opcional para consumidores de baixa tensão em que o preço do kWh muda conforme o horário, em três postos: ponta, intermediário e fora de ponta. Nos fins de semana e feriados nacionais, vale sempre o preço fora de ponta.
Para quem carrega o carro à noite, parece feita sob medida. Os números, porém, pedem cautela:
| Distribuidora | Convencional | Fora de ponta | Intermediário | Ponta | Horário de ponta |
|---|---|---|---|---|---|
| Enel SP | R$ 0,789 | R$ 0,669 | R$ 0,985 | R$ 1,480 | 17h30 às 20h30 |
| Cemig (bandeira verde) | R$ 0,903 | R$ 0,748 | R$ 1,151 | R$ 1,734 | 17h às 20h |
Valores em R$/kWh, sem tributos. Fontes: Enel SP e Cemig, consultados em setembro de 2026.
O posto fora de ponta sai de 15% a 17% mais barato que a tarifa convencional. Com tributos, pela nossa estimativa, o kWh fora de ponta da Enel SP fica perto de R$ 0,86 a R$ 0,88. Para um Dolphin Mini rodando 1.500 km por mês (cerca de 171 kWh), a economia no carro é de aproximadamente R$ 26 por mês.
O problema é que a tarifa branca vale para a casa inteira. A ponta custa quase o dobro da tarifa convencional. Se o chuveiro elétrico, o forno ou o ar-condicionado funcionam entre o fim da tarde e o começo da noite, a economia com o carro pode sumir.
Ela faz sentido quando:
- Você consegue programar a recarga para depois das 21h30 (Enel SP) ou das 21h (Cemig), pelo carro ou pelo wallbox.
- O consumo da casa no horário de ponta é baixo.
- O carro responde por uma parte grande da conta de luz.
A adesão é feita na distribuidora, que tem até 30 dias para trocar o medidor. Se não compensar, dá para voltar à tarifa convencional.
E se eu tiver energia solar?
Energia solar reduz bastante o custo por quilômetro, mas o kWh não é "de graça". Pelo Marco Legal da Geração Distribuída (Lei 14.300/2022), sistemas que entraram no regime novo pagam uma parte crescente da tarifa de uso da rede (o chamado Fio B) sobre a energia compensada: 60% em 2026, 75% em 2027 e 90% em 2028.
Na prática, isso significa três coisas:
- Carregar durante o dia, enquanto os painéis geram, é o melhor cenário. A energia usada na hora em que é produzida não passa pelo sistema de compensação. Faz sentido para quem trabalha em casa, tem carro parado no fim de semana ou um segundo carro.
- Carregar à noite usa créditos, e sobre eles incide a parcela do Fio B. Continua mais barato que a tarifa cheia, mas a vantagem é menor do que era antes de 2023.
- Dimensione o sistema já pensando no carro. Um elétrico compacto rodando 1.000 km por mês consome de 110 a 140 kWh. Informe esse número ao instalador para ele calcular quantos painéis a mais são necessários.
Como gastar menos com a recarga?
- Carregue em casa sempre que puder. É a decisão que mais pesa: reduz o custo pela metade em relação ao eletroposto. Veja quanto custa e como instalar no guia de wallbox em casa e no condomínio.
- Use a recarga rápida como exceção, para viagens e emergências. Além de mais cara, ela rende menos depois de 80%.
- Descubra o seu preço real do kWh pela fatura, com tributos, e refaça a conta sempre que houver reajuste da distribuidora ou mudança de bandeira.
- Programe o horário da recarga, principalmente se aderir à tarifa branca.
- Cuide da eficiência: pneus calibrados, velocidade moderada na estrada e ar-condicionado bem regulado reduzem o consumo.
- Compare operadores na lista de eletropostos da sua cidade antes de viajar. A diferença entre R$ 1,60 e R$ 2,50 por kWh é de mais de 50%.
Vale a pena pela economia?
Pelo custo de energia, a resposta é clara: um elétrico compacto carregado em casa gasta de três a quatro vezes menos que um compacto flex a gasolina. A economia real depende de quanto você roda e de ter onde carregar. Quem roda muito e tem garagem com tomada é quem mais ganha.
Se a conta fechou para você, veja os carros elétricos à venda ou procure seminovos elétricos no Recarregados. E antes da primeira viagem, encontre os pontos de recarga no caminho pelo mapa de eletropostos.
Fontes consultadas
- Inmetro: tabelas PBE Veicular (PBEV 2026)
- ANP: síntese semanal de preços dos combustíveis, edição 38/2026
- Agência Gov: ANEEL mantém bandeira amarela em setembro de 2026
- ANEEL: terceira edição de 2026 do boletim InfoTarifas
- Canal Solar: ANEEL eleva para 9,4% a projeção de alta das tarifas em 2026
- Enel SP: tarifa de energia elétrica, tributos e tarifa branca
- Light: tarifas de baixa tensão, setembro de 2026 (PDF)
- Cemig: tarifas vigentes e tarifa branca
- ANEEL: tarifa branca
- Lei 14.300/2022, Marco Legal da Geração Distribuída
- BYD Brasil: Dolphin Mini
- Recarregados: mapeamento de eletropostos
Preços de energia e combustíveis consultados em setembro de 2026. Tarifas mudam com reajustes anuais, bandeiras e alíquotas estaduais; confira sempre a sua fatura.
Perguntas frequentes
Quanto custa carregar um carro elétrico em casa?
Para os elétricos compactos populares, carregar em casa custa de cerca de R$ 11 a R$ 18 a cada 100 km em setembro de 2026, com o kWh residencial entre R$ 1,00 e R$ 1,30 já com tributos. A conta é o consumo em kWh/100 km multiplicado pela tarifa. Um BYD Dolphin Mini, com 11,4 kWh/100 km no Inmetro, gasta cerca de R$ 11,40 a cada 100 km com energia a R$ 1,00/kWh.
Quanto gasta um carro elétrico por mês?
Rodando 1.000 km por mês e carregando em casa, os cinco elétricos analisados gastam de R$ 108 a R$ 184 de energia, conforme o modelo e a tarifa. Com 1.500 km por mês, o gasto vai de R$ 162 a R$ 276. Se toda a recarga for feita em eletroposto a R$ 2,00/kWh, a conta sobe para R$ 217 a R$ 425.
Qual é o preço do kWh em eletroposto?
O preço mediano informado em eletropostos pagos é de R$ 2,00/kWh, segundo o mapeamento de eletropostos da Recarregados de setembro de 2026, com 390 pontos com preço publicado. Oito em cada dez desses pontos cobram entre R$ 1,60 e R$ 2,50 por kWh. Alguns operadores também cobram por minuto ou taxa de ocupação.
Carro elétrico gasta menos que carro a gasolina?
Sim, em custo de energia a diferença é grande. Com gasolina a R$ 6,54 o litro (média ANP de setembro de 2026), um Hyundai HB20 1.0 gasta cerca de R$ 461 a cada 1.000 km, enquanto um BYD Dolphin Mini carregado em casa a R$ 1,00/kWh gasta cerca de R$ 114. O elétrico só empataria com a gasolina se o kWh passasse de aproximadamente R$ 4.
Tarifa branca vale a pena para quem tem carro elétrico?
Vale para quem consegue carregar à noite, depois do horário de ponta, e não concentra chuveiro e ar-condicionado entre o fim da tarde e o começo da noite. Na Enel SP e na Cemig, o posto fora de ponta é de 15% a 17% mais barato que a tarifa convencional, mas a ponta custa quase o dobro. A economia com o carro é modesta; a decisão depende do consumo da casa inteira.
Quanto custa encher a bateria de um carro elétrico?
Multiplique a capacidade da bateria pelo preço do kWh e acrescente uma margem para as perdas da recarga. Um BYD Dolphin Mini, com bateria de 38 kWh, custa perto de R$ 38 para ir de zero a 100% com energia a R$ 1,00/kWh, sem contar as perdas. Em eletroposto a R$ 2,00/kWh, uma parada de 30% a 80% (cerca de 19 kWh) sai por volta de R$ 38.

