Omoda 7 SHS-P: review do SUV híbrido plug-in, preço, consumo e autonomia elétrica
Review do Omoda 7 SHS-P no Brasil: preços das versões Luxury e Prestige em outubro de 2026, autonomia elétrica e consumo Inmetro, recarga, espaço, pós-venda, prós, contras e rivais.

Thiago Felizola Freires
Autor
Publicado pela Recarregados, com as fontes listadas no fim do texto. Como produzimos e corrigimos.
Especificações: referência de . Preços: referência de . Confira a versão e a data de cada fonte. Uma revisão editorial não representa uma nova cotação nem teste de pista próprio.

Resumo rápido — Luxury
Vai na tomada: roda um trecho só na eletricidade e, quando a bateria acaba, segue como híbrido a combustão.
- Tipo
- Híbrido plug-in (PHEV)
- Preço
- a partir de R$ 254.990 (outubro de 2026)
- Só no elétrico
- até 60 km
- Bateria
- 18,4 kWh
- Potência
- 279 cv
- Recarga rápida
- até 40 kW
- Porta-malas
- 590 litros
- Nota Recarregados
- 7,8/10
Sobre o preço: site oficial Omoda & Jaecoo (out/2026).
O Omoda 7 SHS-P vale a pena para quem quer um SUV grande, potente e cheio de equipamentos e tem onde recarregar. Em outubro de 2026, a versão Luxury custa R$ 254.990 no site oficial. Pelo Inmetro, roda 60 km só no elétrico e faz 13,0 km/l de gasolina no ciclo combinado com a bateria vazia. Os pontos de atenção são o pós-venda caro e a revenda.
O Omoda 7 é um híbrido plug-in: tem motor a gasolina e motor elétrico, e uma bateria que você carrega na tomada para rodar trechos só na eletricidade. Quando ela acaba, ele segue como híbrido comum. Para comparar com outros modelos, veja todos os carros elétricos e híbridos à venda no Brasil.
Este review é uma análise editorial com dados oficiais da Omoda & Jaecoo, da tabela PBEV/Inmetro e de testes publicados pela Autoesporte e pela Quatro Rodas. Não é um teste próprio.
Veredito rápido
O Omoda 7 é o SUV médio plug-in da marca do grupo Chery, na faixa de Haval H6 e BYD Song Plus. Tem 279 cv combinados, porta-malas de 590 litros, visual que foge do padrão e uma tela central que desliza até o passageiro.
Os testes elogiaram desempenho, espaço e equipamentos. As críticas vão para o ajuste de suspensão (na Autoesporte), o controle de cruzeiro adaptativo pouco suave e o custo de revisões e peças, entre os mais altos do segmento segundo a Autoesporte.
Nota Recarregados: 7,8/10
Ficha rápida do Omoda 7 SHS-P
| Item | Dados principais |
|---|---|
| Tipo | SUV médio híbrido plug-in (PHEV), tração dianteira |
| Versões e preços (out/2026) | Luxury: R$ 254.990; Prestige: R$ 279.990 |
| Motor a combustão | 1.5 turbo a gasolina, injeção direta, 135 cv e 20,4 kgfm |
| Motor elétrico | 204 cv (150 kW) e 310 Nm |
| Potência e torque combinados | 279 cv e 37,2 kgfm |
| Câmbio | DHT, híbrido dedicado |
| 0 a 100 km/h | 8,4 segundos (fábrica); máxima de 180 km/h |
| Bateria | 18,4 kWh, LFP |
| Autonomia elétrica | 60 km no Inmetro/PBEV |
| Consumo Inmetro (gasolina) | 14,0 km/l cidade, 11,9 km/l estrada, 13,0 km/l combinado |
| Consumo no modo elétrico (PBEV) | 33,4 km/le cidade e 28,4 km/le estrada |
| Recarga | AC até 6,6 kW; DC até 40 kW |
| Porta-malas | 590 litros (1.368 litros com banco rebatido) |
| Dimensões | 4,66 m de comprimento, 1,87 m de largura, 1,67 m de altura, 2,72 m de entre-eixos |
| Peso e tanque | 1.855 kg; 60 litros |
| Garantia | 7 anos ou 150.000 km; bateria: 8 anos ou 150.000 km |
O que ele é na prática
Na cidade, com a bateria carregada, o Omoda 7 funciona quase como um carro elétrico: silencioso e com força imediata. A Autoesporte chamou o modelo de "essencialmente elétrico na cidade, desde que a bateria esteja carregada". Na estrada, o motor 1.5 turbo entra para ajudar e também pode gerar energia para a bateria.
Ele é para família que quer SUV espaçoso para viajar e consegue carregar em casa ou no trabalho. Sem recarga frequente, a vantagem de um plug-in diminui, e um híbrido comum pode fazer mais sentido.
Andar ele anda bem. A Quatro Rodas mediu 0 a 100 km/h em 8,1 segundos e a Autoesporte, em 7,5 segundos, ambos melhores que o dado de fábrica. Sobre a suspensão, as revistas divergem: a Quatro Rodas aprovou o acerto, entre o macio dos BYD e o firme dos GWM; a Autoesporte achou a direção leve demais e sentiu pancadas secas em buracos.
Consumo, autonomia elétrica e recarga
A bateria de 18,4 kWh (o "tanque" de energia) dá 60 km de autonomia elétrica no Inmetro/PBEV, a medição oficial brasileira. No teste urbano da Autoesporte, o consumo de 8,58 km/kWh projetou 157 km no elétrico, mas esse número depende muito do uso.
Com a bateria descarregada, o consumo oficial é de 14,0 km/l na cidade e 11,9 km/l na estrada. Os testes mostram como a bateria faz diferença:
- Quatro Rodas, bateria baixa: 14,1 km/l na cidade e 13,8 km/l na estrada.
- Autoesporte, bateria ajudando: 29,4 km/l na cidade, 16,9 km/l na estrada e autonomia de 1.014 km em estrada.
A marca divulga autonomia combinada de 1.200 km e diz ter rodado mais de 1.400 km com um tanque num teste no Brasil, em condições próprias.
Na recarga, a potência em kW indica a velocidade. Em casa, o Omoda 7 aceita até 6,6 kW em corrente alternada; em carregador rápido, até 40 kW. A Autoesporte mediu 47 minutos de 25% a 100% num carregador rápido. Veja como instalar uma wallbox e os pontos públicos na página de eletropostos.
Espaço, conforto e tecnologia
Com 2,72 m de entre-eixos e assoalho plano, o banco traseiro acomoda bem até pessoas altas, segundo os dois testes. O porta-malas de 590 litros tem abertura elétrica e um compartimento para o carregador portátil; não há estepe.
A central de 15,6 polegadas tem Apple CarPlay e Android Auto sem fio e, no Prestige, desliza horizontalmente até o passageiro. O quadro de instrumentos tem 8,9 polegadas. A Quatro Rodas criticou as saídas de ar centrais no alto do painel, que não permitem ajuste vertical.
O pacote de segurança testado inclui oito airbags (com airbag central e de joelho), frenagem automática de emergência, alerta de ponto cego, alerta de tráfego cruzado, assistente de faixa, câmera 360° e controle de cruzeiro adaptativo. A Autoesporte relatou que o ACC nem sempre reage a tempo ao trânsito que desacelera à frente.
Qual versão comprar?
Luxury (R$ 254.990): tem a mesma mecânica, tela de 15,6", teto solar panorâmico, rodas de 19" e pacote de assistências ADAS com 18 funções, segundo o site oficial. É a escolha mais racional.
Prestige (R$ 279.990): adiciona a tela deslizante, som Sony de 12 alto-falantes, banco do passageiro com massagem e função relax, sistema de fragrâncias e rodas de 20". São itens de conforto e de "efeito uau", não de uso essencial.
Antes de fechar, compare o preço com ofertas de concessionárias e confira o ano-modelo da unidade.
Prós
- 279 cv combinados e boa aceleração medida em teste.
- Porta-malas de 590 litros e banco traseiro espaçoso.
- 60 km elétricos no Inmetro, suficientes para muita rotina urbana.
- Lista de equipamentos ampla, com oito airbags no Prestige.
- Garantia de 7 anos para o carro e 8 anos para a bateria.
- Visual diferente dos rivais chineses.
Contras
- Revisões em cinco anos (R$ 7.391) e cesta de peças (R$ 34.026) entre as mais caras do segmento, segundo a Autoesporte.
- Desvalorização de 15,3% em um ano, apontada no mesmo teste.
- Recarga AC de só 6,6 kW.
- ACC com reações bruscas, segundo a Autoesporte.
- Sem estepe.
- Vende bem menos que o Jaecoo 7, irmão de plataforma (787 contra 6,4 mil unidades em 2026 até a publicação do teste da Autoesporte, em agosto).
Concorrentes
- Jaecoo 7 SHS: mesmo grupo e plataforma, com melhor custo-benefício segundo a Autoesporte.
- BYD Song Plus 2027: referência do segmento de SUVs plug-in.
- Haval H6 PHEV35 Flex: rival da GWM com autonomia elétrica maior.
- Geely EX5 EM-i: SUV plug-in chinês na mesma faixa.
- Caoa Chery Tiggo 8 Pro PHEV: opção de sete lugares do grupo Chery.
Veredito
O Omoda 7 SHS-P é um SUV plug-in forte em desempenho, espaço e equipamentos, com visual que chama atenção. Por R$ 254.990 na versão Luxury, em outubro de 2026, é competitivo com os rivais diretos. Compre se você tem onde recarregar e pretende ficar com o carro por bastante tempo; se revenda e custo de manutenção pesam muito, compare antes com o Jaecoo 7 e o Song Plus.
Fontes consultadas
- Omoda & Jaecoo Brasil: página do Omoda 7 SHS-P
- Omoda & Jaecoo Brasil: lançamento do Omoda 5 SHS-H e do Omoda 7 SHS-P (out/2025)
- Omoda & Jaecoo Brasil: Jaecoo 8 e Omoda 7 no Festival Interlagos (ago/2026)
- Inmetro: tabela PBEV 2026 de veículos (PDF)
- Autoesporte: teste do Omoda 7 (ago/2026)
- Quatro Rodas: teste do Omoda 7 (jul/2026)
- Quatro Rodas: garantia de carros chineses, prazos e regras
Perguntas frequentes
Qual o preço do Omoda 7 SHS-P?
No site oficial da Omoda & Jaecoo, em outubro de 2026, o Omoda 7 SHS-P Luxury custa R$ 254.990 e o Prestige custa R$ 279.990. São os mesmos valores do lançamento, em outubro de 2025.
Quantos km o Omoda 7 roda só no elétrico?
A tabela PBEV/Inmetro de 2026 registra 60 km de autonomia no modo elétrico com a bateria de 18,4 kWh. Em teste urbano da Autoesporte, publicado em agosto de 2026, a projeção foi bem maior, de 157 km, mas isso depende de trânsito, temperatura e estilo de condução.
Qual o consumo do Omoda 7 a gasolina?
Pelo Inmetro, com a bateria descarregada, o Omoda 7 faz 14,0 km/l na cidade, 11,9 km/l na estrada e 13,0 km/l no ciclo combinado. Em testes, a Quatro Rodas mediu 14,1 km/l na cidade e 13,8 km/l na estrada com bateria baixa; a Autoesporte, com a bateria ajudando, chegou a 29,4 km/l na cidade.
O Omoda 7 vale a pena?
Vale para quem quer um SUV grande, potente e bem equipado e consegue recarregar em casa para rodar no elétrico na cidade. Os pontos de atenção são revisões e peças caras, desvalorização de 15,3% em um ano apontada pela Autoesporte e o ajuste de suspensão criticado em teste. Nossa nota é 7,8/10.
Qual a garantia do Omoda 7?
Segundo levantamento da Quatro Rodas de setembro de 2026, a Omoda & Jaecoo oferece 7 anos ou 150.000 km para o carro e 8 anos ou 150.000 km para a bateria. Para uso comercial, a cobertura cai para 3 anos ou 100.000 km.


