GAC Aion Y vale a pena? Review, preço, autonomia e espaço interno
Review do GAC Aion Y no Brasil: preços das versões Premium e Elite, autonomia Inmetro, bateria, recarga, espaço interno, equipamentos, multimídia, garantia, prós, contras e rivais.

Thiago Felizola Freires
Autor
Publicado pela Recarregados, com as fontes listadas no fim do texto. Como produzimos e corrigimos.
Especificações: referência de . Preços: referência de . Confira a versão e a data de cada fonte. Uma revisão editorial não representa uma nova cotação nem teste de pista próprio.

Resumo rápido — Premium
Anda só com a bateria e é carregado na tomada ou em eletroposto. Não usa combustível.
- Tipo
- 100% elétrico (BEV)
- Preço
- a partir de R$ 175.990 (outubro de 2026)
- Autonomia oficial
- 318 km (Inmetro/PBEV)
- Bateria
- 63,2 kWh
- Potência
- 204 cv
- Porta-malas
- 361 litros
- Nota Recarregados
- 7,2/10
Sobre o preço: Premium, preço a partir de no site oficial da GAC em outubro de 2026; Elite R$ 187.990 (Quatro Rodas, jan/2026).
O GAC Aion Y vale a pena para quem quer muito espaço interno num elétrico de cidade e não se importa com a multimídia confusa. Em outubro de 2026 ele custa a partir de R$ 175.990 no site da GAC e tem 318 km de autonomia pelo Inmetro. Família com crianças e motorista de aplicativo são o público certo.
O Aion Y é um carro 100% elétrico: só anda com a energia da bateria e precisa de recarga na tomada ou em eletroposto. Para comparar com todas as opções, veja todos os carros elétricos e híbridos à venda no Brasil.
Veredito rápido
O Aion Y é, na essência, um monovolume: alto, com portas traseiras que abrem quase 90 graus e muito espaço atrás. Roda bem, com suspensão firme na medida e direção com peso correto, segundo a Quatro Rodas. Os problemas são a usabilidade, com quase tudo concentrado na tela, a recarga rápida lenta e o pacote de assistência só na versão mais cara. Contra o BYD Dolphin Plus, perde em autonomia e equipamentos de série.
Nota Recarregados: 7,2/10
Ficha rápida do GAC Aion Y
| Item | Dados |
|---|---|
| Tipo | Monovolume/crossover 100% elétrico (BEV), cinco lugares |
| Versões e preços | Premium: a partir de R$ 175.990 (site da GAC, outubro de 2026). Elite: R$ 187.990 (Quatro Rodas, janeiro de 2026) |
| Preço PcD e profissionais (jun/2026) | Premium R$ 159.990; Elite R$ 167.990 |
| Motor | Elétrico dianteiro, 204 cv (150 kW) e 225 Nm (22,9 kgfm) |
| Desempenho | 0 a 100 km/h em 8,5 s e máxima de 150 km/h (fábrica); 0 a 50 km/h em 4,1 s |
| Bateria | 63,2 kWh, química LFP (fosfato de ferro-lítio) |
| Autonomia | 318 km pelo Inmetro (PBEV 2026) |
| Consumo Inmetro | 0,57 MJ/km, cerca de 15,8 kWh/100 km |
| Recarga DC | 30% a 80% em cerca de 55 minutos, em eletropostos de até 75 kW (dado da GAC) |
| Porta-malas | 361 litros |
| Dimensões | 4,54 m de comprimento; 1,87 m de largura; 1,65 m de altura; 2,75 m de entre-eixos; 1.727 kg |
| Garantia (uso particular) | 5 anos ou 150 mil km (carro); 8 anos ou 150 mil km (bateria e conjunto elétrico) |
O que ele é na prática
A GAC chama o Aion Y de SUV, mas ele é um monovolume: carroceria alta e arredondada, teto longo e foco total no espaço de cabine. O visual divide opiniões, com faróis em formato de asa e luzes que parecem de carro-conceito.
O destaque é o banco traseiro. Com 2,75 m de entre-eixos, sobra lugar para pernas e cabeça. As portas traseiras abrem num ângulo de quase 90 graus, o que facilita colocar cadeirinha e ajuda pessoas com mobilidade reduzida.
Ao dirigir, a Quatro Rodas elogiou o acerto: suspensão que filtra bem os buracos sem ficar mole demais e direção com peso adequado. Há quatro modos (Eco, Normal, Sport e I-Pedal) e dois níveis de regeneração. No nível alto, dá para dirigir quase só com o acelerador, porque o carro freia sozinho ao aliviar o pé e recupera energia.
O motor de 204 cv é ágil na cidade. Nas retomadas em velocidade mais alta, o fôlego é menor, porque o torque é de 22,9 kgfm, contra 33,6 kgfm do Dolphin Plus.
Autonomia, consumo e recarga
A autonomia oficial é de 318 km pelo Inmetro, o programa brasileiro que mede consumo e autonomia em laboratório. A bateria é de 63,2 kWh; kWh é o tamanho do "tanque" de energia.
O consumo oficial é de 0,57 MJ/km, cerca de 15,8 kWh a cada 100 km. Não é um número ruim, mas mostra eficiência menor que a do BYD Dolphin Plus, que tem bateria menor (60,5 kWh) e faz 12 km a mais pelo Inmetro, segundo a Quatro Rodas.
Na rotina urbana, 318 km atendem bem quem carrega em casa. Para viagem, a recarga rápida é o ponto fraco: segundo a GAC, a bateria vai de 30% a 80% em cerca de 55 minutos em eletropostos de até 75 kW. kW é a velocidade de recarga, e aqui ela é modesta. Planeje paradas longas.
Para estimar o gasto com energia, use o guia de quanto custa carregar carro elétrico. Os pontos de recarga públicos estão no mapa de eletropostos.
Espaço, conforto e tecnologia
O espaço de cabine é excelente; o porta-malas, de 361 litros, é apenas médio.
A lista de equipamentos é boa: porta-malas com abertura elétrica, chave presencial, painel digital de 10,25 polegadas, seis airbags, teto solar panorâmico com abertura elétrica, banco do motorista elétrico com ventilação, carregador de celular por indução e câmeras 360 graus.
O problema é a usabilidade. A central de 14,6 polegadas concentra quase todos os comandos: faróis, retrovisores, modos de condução e ar-condicionado. Segundo a Quatro Rodas, ajustar um retrovisor pode exigir dois ou três menus. Com Android Auto ou Apple CarPlay ativos, não há atalho fixo para o ar, e a conexão com o celular só funciona por cabo, em entradas USB-A.
Faça um test-drive longo e mexa em tudo antes de decidir.
Qual versão comprar?
- Premium (a partir de R$ 175.990): tem o mesmo motor, a mesma bateria e quase todo o conforto. Não traz o pacote de assistência ao motorista.
- Elite (R$ 187.990 em janeiro de 2026): adiciona frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa e piloto automático adaptativo. A própria ficha da Quatro Rodas cita R$ 184.990 para a Elite, valor diferente do texto; confirme na concessionária.
Se você usa muito estrada, a Elite vale a diferença pela segurança. Para uso só urbano, a Premium é a compra mais racional. PcD e motoristas profissionais têm preços menores e podem ter isenções de impostos, conforme a lei.
Garantia, rede e revenda
Para uso particular, a GAC oferece 5 anos ou 150 mil km no carro e 8 anos ou 150 mil km na bateria e no conjunto elétrico, segundo a Quatro Rodas (setembro de 2026). Para uso comercial, a garantia cai para 1 ano. No lançamento, a GAC anunciava 8 anos ou 160 mil km para os elétricos, segundo o Terra; confirme o prazo por escrito.
As vendas foram fracas: 471 emplacamentos nos seis primeiros meses, segundo a Quatro Rodas. Isso pode pesar na revenda. A GAC começou no Brasil em maio de 2025 com 83 pontos de venda.
Prós
- Banco traseiro muito espaçoso, com 2,75 m de entre-eixos.
- Portas traseiras que abrem quase 90 graus.
- Rodar confortável e direção bem acertada.
- 204 cv e 0 a 100 km/h em 8,5 s.
- Boa lista de conforto: teto panorâmico, banco ventilado, câmeras 360 graus.
- Preço reduzido para PcD e profissionais.
Contras
- Multimídia concentra comandos demais e frustra no uso diário.
- Espelhamento do celular só com cabo e entradas USB-A.
- Recarga rápida lenta: cerca de 55 minutos de 30% a 80%.
- Autonomia de 318 km menor que a do Dolphin Plus, mesmo com bateria maior.
- Assistentes de condução só na versão Elite.
- Vendas baixas podem afetar a revenda.
Concorrentes
- BYD Dolphin Plus: o rival direto. Custava R$ 184.800 em janeiro de 2026, com mais torque, mais autonomia e assistentes de série.
- GAC Aion V: SUV elétrico da mesma marca, com bateria e autonomia maiores.
- GWM Ora 03: hatch elétrico com proposta mais urbana e visual retrô.
- GAC Aion ES: sedã elétrico da GAC, mais simples e focado em táxi e aplicativo.
Veredito
O GAC Aion Y é um elétrico de espaço: poucos carros dessa faixa levam tão bem quatro adultos. Se você carrega em casa, roda na cidade e aceita uma multimídia trabalhosa, ele cumpre o papel. Se você viaja com frequência ou quer o pacote mais completo pelo preço, o BYD Dolphin Plus ainda é a escolha mais segura. Negocie o preço e, se for o seu caso, pergunte pelas condições para PcD e profissionais.
Fontes consultadas
- GAC Brasil: página oficial do Aion Y (preço, bateria, autonomia e motor)
- Quatro Rodas: GAC Aion Y tem argumentos contra o BYD Dolphin, mas peca na usabilidade
- Quatro Rodas: garantia de carros chineses, prazos e regras
- Notícias Automotivas: preços da GAC para PcD e profissionais
- Terra: GAC chega ao Brasil com quatro elétricos e um híbrido
- Inmetro: tabela PBEV 2026 de consumo veicular (PDF)
Perguntas frequentes
Quanto custa o GAC Aion Y?
O site oficial da GAC mostrava o Aion Y a partir de R$ 175.990 (versão Premium) em outubro de 2026. A Quatro Rodas publicou em janeiro de 2026 o preço de R$ 187.990 para a Elite. Para PcD e profissionais, a GAC divulgou em junho de 2026 R$ 159.990 (Premium) e R$ 167.990 (Elite).
Qual é a autonomia do GAC Aion Y?
O Aion Y tem 318 km de autonomia pelo Inmetro (PBEV 2026), com bateria de 63,2 kWh. É um pouco menos que o BYD Dolphin Plus, que a Quatro Rodas apontou com 12 km a mais em janeiro de 2026.
Quanto tempo o Aion Y leva para carregar?
Segundo a GAC, citada pela Quatro Rodas, o Aion Y vai de 30% a 80% em cerca de 55 minutos em eletropostos rápidos de até 75 kW. É um tempo mais longo que o de vários rivais da mesma faixa de preço.
Qual a diferença entre Aion Y Premium e Elite?
A principal diferença é o pacote de assistência ao motorista da Elite: frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa e piloto automático adaptativo. Em janeiro de 2026, a Elite custava R$ 12 mil a mais que a Premium, segundo a Quatro Rodas.


