GWM Tank 300 PHEV no Brasil: Review, Preço, Autonomia e Prós/Contras
Review objetivo do GWM Tank 300 PHEV Flex no Brasil: preço, autonomia elétrica, consumo, desempenho, equipamentos, off-road, pontos fortes, pontos fracos e veredito de compra.

Thiago Felizola Freires
Autor

O GWM Tank 300 PHEV Flex é um carro fácil de desejar e fácil de comprar errado.
Ele parece um jipe moderno, tem 394 cv, tração 4x4 com reduzida, três bloqueios eletrônicos de diferencial, bateria grande para uso urbano e interior cheio de mimo. Também custa caro, pesa muito e não foi feito para quem só quer um SUV híbrido econômico para ir ao mercado.
Este review é uma análise editorial baseada em dados oficiais da GWM, ficha técnica brasileira, loja oficial, fichas de mercado e avaliações publicadas. Não é um teste próprio de longa duração. A ideia é ajudar quem pesquisa "GWM Tank 300 vale a pena?", "Tank 300 PHEV consumo", "Tank 300 autonomia elétrica" e "GWM Tank 300 preço".
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Veredito rápido
O GWM Tank 300 PHEV vale a pena para quem quer um SUV híbrido plug-in com pegada off-road real, uso elétrico no dia a dia e muito equipamento por um preço abaixo de utilitários 4x4 premium.
Mas ele não é o melhor híbrido para todo mundo. Se você quer consumo baixo mesmo sem carregar, porta-malas familiar tradicional, comportamento de SUV leve e liquidez previsível, a conta muda.
Minha leitura: o Tank 300 é compra emocional com argumentos técnicos fortes. Faz sentido para quem olha para Jeep Wrangler, Toyota SW4, Land Rover usado ou SUVs chineses plug-in e quer algo diferente, robusto e muito equipado. Para quem só precisa de SUV urbano eficiente, um Haval H6, BYD Song Plus, Jaecoo 7 ou Corolla Cross Hybrid tende a ser mais racional.
Nota Recarregados: 8,0/10
Ficha rápida do GWM Tank 300 PHEV Flex
| Item | Dados principais |
|---|---|
| Tipo | SUV híbrido plug-in flex, com proposta off-road |
| Versão no Brasil | Tank 300 Hi4-T / PHEV Flex, versão única |
| Preço oficial consultado | R$ 342.000 na página GWM e loja oficial em agosto de 2026 |
| Motor a combustão | 2.0 turbo flex, 4 cilindros |
| Motor elétrico | 1 motor elétrico dianteiro, arquitetura P2 |
| Potência combinada | 394 cv |
| Torque combinado | 750 Nm, ou 76,4 kgfm |
| Bateria | 37,11 kWh |
| Autonomia elétrica | 74 km pelo Inmetro |
| Recarga AC | 10% a 100% em cerca de 6,5 h, a 6,6 kW |
| Recarga DC | 30% a 80% em cerca de 24 min, até 50 kW |
| Transmissão | Automática 9HAT, de 9 marchas |
| Tração | 4x4 com 2H, 4H e 4L |
| 0 a 100 km/h | 6,8 s, segundo ficha oficial |
| Consumo híbrido com gasolina | 7,5 km/l cidade e 7,6 km/l estrada |
| Consumo híbrido com etanol | 5,4 km/l cidade e 5,7 km/l estrada |
| Comprimento | 4.760 mm |
| Entre-eixos | 2.750 mm |
| Altura livre do solo | 222 mm |
| Peso em ordem de marcha | 2.630 kg |
| Reboque com freio | Até 2.500 kg |
| Porta-malas | Fichas de mercado citam 400 l; a ficha GWM usa medição própria de 863 l |
| Garantia | 5 anos sem limite de km; bateria/sistema híbrido com 8 anos ou 200.000 km |
O que ele é na prática?
O Tank 300 PHEV é um híbrido plug-in. Isso significa que ele roda com motor elétrico, motor a combustão ou os dois juntos, mas precisa de tomada para entregar sua melhor eficiência.
Na rotina certa, ele pode funcionar como um SUV elétrico durante boa parte da semana. A autonomia oficial de 74 km pelo Inmetro é suficiente para muitos deslocamentos urbanos. Se você carrega em casa durante a noite, pode gastar pouca gasolina no dia a dia.
Só que a outra metade da história é importante. Quando a bateria baixa e o carro trabalha mais como híbrido convencional, o peso de 2.630 kg aparece. A ficha oficial informa consumo híbrido com gasolina de 7,5 km/l na cidade e 7,6 km/l na estrada. Com etanol, cai para 5,4 km/l e 5,7 km/l.
Na prática, isso significa: com tomada, ele fica interessante. Sem tomada, vira um 4x4 pesado com consumo de utilitário grande.
Design: quadrado, alto e assumidamente diferente
O Tank 300 não tenta parecer SUV de shopping. Ele aposta em uma estética quadrada, com faróis redondos, para-lamas largos, pneus de perfil alto, estepe externo e presença visual de jipe.
Esse desenho é parte central da compra. Quem quer discrição talvez estranhe. Quem gosta de Wrangler, Defender antigo, Bronco ou utilitários com cara de aventura vai entender o apelo na primeira olhada.
O ponto positivo é que o carro tem identidade. O ponto negativo é que identidade forte também cansa mais rápido para alguns compradores. Antes de fechar negócio, vale olhar o carro ao vivo, estacionado e em movimento. Foto de lançamento não substitui convivência visual.
Interior: muito equipado, mas com clima de utilitário de luxo
Por dentro, o Tank 300 tenta combinar robustez com conforto. A ficha oficial lista bancos em couro Nappa, ajustes elétricos, aquecimento e ventilação nos bancos dianteiros, massagem para o motorista, ar-condicionado dual zone, carregador por indução de 50 W, teto solar, comandos físicos para climatização e telas de 12,3 polegadas.
Também há Apple CarPlay e Android Auto sem fio, GPS nativo, comandos de voz em português, atualizações OTA, Wi-Fi a bordo, app My GWM e sistema de áudio premium com subwoofer.
Aqui o Tank 300 ganha pontos. Ele não vende apenas mecânica; vende experiência. O interior tem equipamentos que, em marcas tradicionais, costumam aparecer só em versões muito caras ou em segmentos superiores.
A ressalva fica para ergonomia e gosto pessoal. SUVs de estilo off-road têm posição de dirigir mais alta, carroceria mais vertical e sensação de cockpit menos fluida que um SUV urbano moderno. Isso agrada alguns compradores e incomoda outros.
Espaço interno e porta-malas
O entre-eixos de 2,75 m ajuda no espaço para passageiros. Quatro adultos viajam com boa folga, e a altura da carroceria passa sensação de cabine ampla.
O porta-malas exige cuidado na leitura. Fichas de mercado brasileiras citam 400 litros, enquanto a ficha oficial da GWM informa 863 litros e 1.520 litros com bancos rebatidos, provavelmente por um critério de medição diferente e mais verticalizado. Para comparar com SUVs comuns, use a referência de 400 litros como número mais conservador.
Para uma família pequena, atende. Para quem faz viagens longas com muita bagagem, crianças pequenas, cadeirinha, carrinho e malas grandes, é bom ver o compartimento pessoalmente. O estepe externo ajuda visualmente e libera espaço interno, mas a abertura lateral da tampa traseira também muda a rotina em vagas apertadas.
Desempenho: rápido demais para o formato
Com 394 cv e 750 Nm de torque combinado, o Tank 300 PHEV anda forte. O 0 a 100 km/h oficial de 6,8 segundos é impressionante para um SUV alto, quadrado, 4x4 e pesado.
O ponto principal não é só aceleração. É a resposta. O motor elétrico ajuda nas saídas, nas retomadas e em situações em que um utilitário convencional demoraria mais para vencer inércia.
Ainda assim, vale separar desempenho de esportividade. O Tank 300 tem potência, mas não tem proposta de SUV cupê. O centro de gravidade é alto, os pneus são mais voltados a uso misto e a carroceria foi pensada para robustez. Ele pode ser rápido em linha reta, mas não é um carro para dirigir como hatch esportivo.
Consumo e autonomia: a tomada decide o veredito
Esse é o capítulo mais importante para o comprador.
Com a bateria carregada, a GWM informa 74 km de autonomia elétrica no Inmetro. Para quem roda até 40 ou 60 km por dia e tem onde carregar, isso muda totalmente o custo de uso. O carro pode sair de casa cheio todos os dias e usar gasolina só em viagens, acelerações fortes ou quando a carga cai.
Na ficha oficial, a medição de eficiência elétrica aparece em km/e: 18,3 km/e na cidade e 18,8 km/e na estrada com gasolina como referência; 13,1 km/e e 14,1 km/e com etanol.
Já no modo híbrido, a conversa é outra. O consumo oficial com gasolina fica em 7,5 km/l na cidade e 7,6 km/l na estrada. Com etanol, 5,4 km/l e 5,7 km/l. São números coerentes com um 4x4 de 2,6 toneladas, mas distantes do que muita gente imagina ao ouvir "híbrido".
Minha regra prática: se você não tem tomada em casa ou no trabalho, pense duas vezes. O Tank 300 é bom, mas não faz milagre contra peso, aerodinâmica e pneu de SUV off-road.
Off-road: aqui ele não está fantasiado
Muitos SUVs vendem visual aventureiro. O Tank 300 vai além disso.
Ele tem tração 4x4 com 2H, 4H e 4L, três bloqueios eletrônicos de diferencial, vão livre de 222 mm, ângulo de entrada de 32 graus, ângulo de saída de 33 graus, capacidade de travessia de até 700 mm, assistente de descida, modo off-road, Tank Turn, câmera 360 graus com "chassi transparente" e capacidade de reboque com freio de até 2.500 kg.
Isso faz diferença para quem pega fazenda, estrada de terra ruim, praia autorizada, lama, trilha leve ou viagem com reboque. Para esse comprador, o Tank 300 tem uma proposta mais honesta do que SUVs urbanos com adereço plástico.
Para quem nunca sai do asfalto, parte desse pacote vira peso, custo e complexidade. Não é defeito; é adequação.
Segurança e equipamentos
O pacote de segurança é extenso. A ficha oficial lista 6 airbags, controle de estabilidade, controle de tração, câmera 360 graus, sensores de estacionamento, monitoramento de pneus, alerta de ponto cego, alerta de mudança de faixa, frenagem autônoma de emergência, alerta de tráfego cruzado traseiro, piloto automático adaptativo, assistente de permanência em faixa e condução semiautônoma nível 2+.
Também há chamada de emergência, sistema de assistência off-road, reconhecimento de placas, estacionamento semiautomático e funções de manobra específicas.
Na prática, o Tank 300 chega bem completo. O cuidado é testar os assistentes em percurso real. Em carros com ADAS abundante, calibração e naturalidade de atuação importam tanto quanto a lista de siglas.
Qual versão comprar?
No Brasil, o Tank 300 PHEV Flex aparece como versão única. Isso simplifica a escolha, mas reduz margem para uma compra mais racional.
Você não escolhe uma versão de entrada mais barata sem massagem, V2L ou pacote off-road completo. Compra o pacote inteiro. Para quem quer tudo, ótimo. Para quem só queria visual robusto e autonomia plug-in, pode parecer caro.
Por isso, a comparação correta não é apenas contra SUVs híbridos. Compare também com utilitários 4x4, SUVs grandes a diesel, PHEVs médios e usados premium. O Tank 300 fica no meio de todos esses mundos.
Prós do GWM Tank 300 PHEV
- Visual forte e diferente dos SUVs urbanos.
- Conjunto híbrido plug-in flex com 394 cv.
- Autonomia elétrica oficial de 74 km pelo Inmetro.
- Tração 4x4 com reduzida e três bloqueios eletrônicos.
- Muito equipamento de conforto e tecnologia.
- Interior com bancos ventilados, aquecidos e massagem.
- V2L para alimentar equipamentos externos.
- Boa garantia de veículo e bateria/sistema híbrido.
- Proposta off-road mais real que a maioria dos SUVs eletrificados.
Contras do GWM Tank 300 PHEV
- Consumo híbrido fica alto quando a bateria acaba.
- Peso de 2.630 kg aparece na eficiência e na dinâmica.
- Porta-malas precisa ser conferido ao vivo por causa de medições divergentes.
- Preço acima de SUVs PHEV urbanos mais racionais.
- Rede e revenda da GWM ainda têm menos histórico que marcas tradicionais.
- Visual quadrado pode não agradar todo comprador.
- Quem não usa off-road paga por capacidades que talvez nunca aproveite.
- Pneus, seguro e manutenção podem custar mais que em SUVs médios comuns.
Ponto de atenção principal: não compre só pela ficha técnica
A ficha do Tank 300 é sedutora. Potência alta, autonomia elétrica, 4x4, conforto, tecnologia e garantia. Mas a pergunta certa é mais simples: você vai usar o que ele tem de diferente?
Se a resposta for sim, o carro fica interessante. Se você tem tomada, viaja, pega estrada ruim, valoriza visual off-road e quer fugir dos SUVs óbvios, ele entrega uma combinação rara.
Se a resposta for não, o Tank 300 pode virar exagero caro. Um SUV plug-in urbano será mais eficiente. Um híbrido pleno será mais simples. Um SUV médio tradicional será mais barato de manter. Um usado premium pode oferecer mais status, embora com outro risco.
Recall, garantia e pós-venda
Na consulta feita em 4 de agosto de 2026, a página oficial de recall da GWM informava que não havia campanha de recall no Brasil para veículos da marca.
No pós-venda, a GWM divulga 5 anos de garantia sem limite de quilometragem e 8 anos para o sistema híbrido, limitada a 200.000 km. Também há pacote de tranquilidade com proteção adicional da bateria e programa de recompra, sujeito a regras próprias.
Isso ajuda, mas não elimina a necessidade de checar a concessionária da sua região. Antes de comprar, pergunte prazo de peças de lataria, revisões, seguro, disponibilidade de pneus e condições reais de recompra. Em carro novo de marca ainda em expansão, o balcão da concessionária importa tanto quanto a ficha.
Para quem o Tank 300 faz sentido
Ele combina com quem quer um SUV 4x4 eletrificado, tem garagem com tomada, gosta de aventura, pega estrada ruim com alguma frequência e quer um carro diferente sem entrar em preço de luxo europeu novo.
Também faz sentido para quem quer um carro de imagem forte, mas não quer abrir mão de uso elétrico urbano. A ideia de rodar em silêncio durante a semana e viajar com motor flex no fim de semana é justamente o charme do PHEV.
Para quem eu não indicaria
Eu não indicaria para quem mora em apartamento sem ponto de recarga, roda quase só em estrada, busca o menor custo por quilômetro ou quer um SUV leve e econômico sem mudar rotina.
Também não seria minha primeira indicação para quem troca de carro a cada dois anos e precisa de revenda previsível. O Tank 300 tem apelo, mas ainda precisa criar histórico de mercado usado no Brasil.
Veredito final
O GWM Tank 300 PHEV é um dos carros eletrificados mais interessantes do Brasil justamente porque não tenta agradar todo mundo.
Ele é forte, equipado, diferente e tecnicamente competente para quem quer um 4x4 de verdade com uso elétrico urbano. Só que sua eficiência depende da tomada, e seu custo só se justifica quando o comprador valoriza o pacote off-road.
Minha recomendação: faça test drive, simule seguro, confira a concessionária mais próxima, veja o porta-malas pessoalmente e responda com honestidade se você vai carregar o carro com frequência. Se sim, o Tank 300 pode ser uma compra muito especial. Se não, ele provavelmente é mais carro do que você precisa.
Fontes consultadas
- Página oficial GWM Tank 300 Hi4-T no Brasil
- Ficha técnica oficial GWM Tank 300 PHEV Flex
- Loja oficial GWM no Mercado Livre: Tank 300 PHEV Flex 26/27
- Webmotors: GWM Tank 300 2026, preço e ficha técnica
- Motor1 Brasil: teste do GWM Tank 300 PHEV
- GWM Brasil: 12 compromissos e garantia
- GWM Brasil: página oficial de recall
Perguntas frequentes
O GWM Tank 300 PHEV vale a pena?
Vale a pena para quem quer um SUV 4x4 híbrido plug-in de verdade, com visual off-road, boa autonomia elétrica urbana, muito equipamento e disposição para encarar estrada ruim, terra ou viagem de aventura. A nota Recarregados é 8,0/10. Não é a compra mais racional para quem só roda na cidade e quer baixo consumo o tempo todo, porque o carro pesa cerca de 2,6 toneladas e consome bem mais quando a bateria acaba.
Qual é a autonomia elétrica do Tank 300 PHEV?
A ficha oficial brasileira informa 74 km de autonomia em modo 100% elétrico pelo Inmetro. Na prática, isso pode cobrir boa parte da rotina urbana de quem carrega em casa ou no trabalho, mas varia bastante com peso, pneus, relevo, uso de ar-condicionado e velocidade.
Qual é o consumo do GWM Tank 300 PHEV?
Com bateria carregada, a ficha oficial usa a métrica km/e e informa 18,3 km/e na cidade e 18,8 km/e na estrada com gasolina. No modo híbrido, com a bateria baixa, os números oficiais caem para 7,5 km/l na cidade e 7,6 km/l na estrada com gasolina, ou 5,4 km/l e 5,7 km/l com etanol. Por isso, a tomada muda completamente a conta.


